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Atualizado em 18/08/2012 22h00MT SAÚDE
Medo de calote do governo gera caos no atendimento
A afirmação é do gerente nacional da operadora do MT Saúde, a São Francisco Saúde, André Nardin
MAYARA MICHELS
O gerente nacional da São Francisco Saúde, empresa que administra o MT Saúde, André Nardin, revelou ao RepórterMT, que o caos que está ocorrendo no plano, é apenas por “picuinha” dos médicos que temem, segundo ele, levar um novo calote. Quase a totalidade dos médicos credenciados pelo MT Saúde está se recusando a atender usuários do Plano em consultas pré-agendadas.
“Eles não estão agindo de boa fé. O governo descumpriu com um acordo, mas já renegociou a dívida, e prometeu a pagar até outubro, ainda está no prazo e eles estão recebendo. Mesmo assim os médicos estão recuando, evitando atender achando que podem levar um novo calote, mas estão colocando os usuários em linha de frente”, afirmou.
Segundo o gerente, todos os prestadores de serviços têm um aparelho emissor de autorização. “Não precisa o usuário ir até a sede do MT Saúde retirar a guia para consulta ou para exame. Todos os prestadores de serviços já podem emitir essa guia, eles já foram treinados e o programa devidamente instalado em suas clinicas e hospitais”, garantiu André.
Os médicos, via assistentes, pedem que o usuário retire a autorização na sede do MT Saúde. Antes de dar o atendimento. “Está sendo uma guerra. Os médicos estão recuados, com medo de atender e o governo não cumprir com o acordo novamente, os usuários foram colocados na linha de frente, fazendo com que se torne um caos [o serviço]; o presidente do MT Saúde tentando negociar com o governo para quitar de uma só fez e acabar com a desconfiança, trazendo a credibilidade do plano novamente e nós, da administradora, ficamos tentando remediar a situação e passando o verdadeiro problema”, disse Nadin.
A administração só vê uma solução para que o problema seja resolvido. Para o gerente, o governo deveria pagar de uma só vez, o que deve aos hospitais e médicos. "Acionar judicialmente os médicos, para que cumpram com o acordo e não deixem de atender como estão fazendo, seria o fim do MT Saúde; se acionar os médicos na Justiça, os médicos voltam o atendimento, mas uma semana depois eles pedem o descredenciamento e rompem definitivamente com o plano. Não tendo médico para atender acaba o plano", disse.
O paciente já tem o médico dele, marca a consulta e confirma que o médico está atendendo o plano, marca a consulta e vai ate o MT Saúde retirar a guia, mas quando ele chega ao médico descobre que o mesmo parou de atender. “Eles estão parando de atender por conta própria, de manhã estão atendo a noite não estão mais”, explicou o gerente. Temos que ir com calma com eles e resolvendo as coisas apenas na conversa”, afirmou.
Reajuste
O presidente do MT Saúde, Gelson Smorcinski, já havia revelado RepórterMT que tinha conhecimento da atitude dos médicos, mas não o número exato de quantos profissionais não estavam atendendo aos usuários, no caso de consultas marcadas. “Os profissionais da saúde também estão aproveitando do pagamento feito para tentar barganhar um reajuste”, afirmou na ocasião.
“O Estado está pagando como prometido. O valor que repassado aos médicos foi aceito pelas cooperativas e as empresas que eles estão credenciados. Fechamos um acordo e um contrato com eles, se eles decidem não atender mais, ai não dá”, afirmou o presidente.
Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria de Administração informou que o reajuste pedido pelos médicos será feito, porém só na contratação da nova empresa, que será feita por licitação. No novo contrato já estará o preço reajustado. A previsão e que a licitação seja feita assim que encerrarem os débitos com os médicos e o contrato emergencial da São Francisco em outubro.
Outro lado
A Presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Mato Grosso (Sindimed), Elza Queiroz, confirmou a situação alegando que os médicos estão parando o atendimento porque o governo não cumpre com o acordo. “Além de atrasar os repasses, o governo garantiu que iria fazer o reajuste dos honorários e até agora não fez. Pediatras, anestesistas, ginecologistas, cardiologistas todos estão deixando de atender por falta de comprometimento do governo”, explicou Elza. Elza afirma ainda que o Sindimed apoia a decisão dos médicos e está junto com eles nas atitudes.
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Postado em 20/08/2012 as 11h17
Onde esta o Ministério Público que não vê isso,fizeram uma propaganda danada e ficou nisso ai.O governo não ta nem ai pro ministério público.Esse mt-saúde é uma vergonha arrecada e não presta o serviço a seus usuários.Isso é 157 contra o servidor que banca esse plano de saúde.Ainda tem gente falando em aumentar era só oque faltava.
Postado em 20/08/2012 as 14h06
Se o governo não cumpre com o acordo, para onde estão indo os descontos que são feitos religiosamente na folha de pagamento???
Postado em 20/08/2012 as 14h21
o pior ainda é que vem descontado no nosso salários e não temos direito de sermos bem atendidos, uma vergonha, foi tudo pra ingles ver!
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